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Inicialmente há que se diferençar a liderança cristã da liderança natural.


Algumas pessoas nascem dotadas de uma capacidade especial de inspirar a confiança de outras pessoas, que acabam se tornando seus liderados.

Inicialmente há que se diferençar a liderança cristã da liderança natural.


Algumas pessoas nascem dotadas de uma capacidade especial de inspirar a confiança de outras pessoas, que acabam se tornando seus liderados.


Já a liderança cristã não pode ser exercida apenas com as qualidades naturais do homem. Ela necessita da intervenção divina, que atua de forma a capacitá-lo, visando suprir as necessidades da Obra.


Há alguns princípios que podem ser observados na liderança cristã verdadeira e eficaz. São princípios apresentados pelo próprio Senhor Jesus e por seus discípulos.


Quantas vezes tem-se procurado adotar técnicas de marketing nas igrejas, tratando-as como empresas à venda do seu “produto”. São aqueles métodos “infalíveis” de rápido resultado (crescimento numérico). Sobre isso, li uma frase na Internet, que era mais ou menos assim:


“São realidades espirituais e eclesiásticas, ou simples mundanismo batizado?”



Então, precisamos ter sempre em mente a clara distinção de liderança natural e liderança cristã.



1) UM LÍDER CRISTÃO É CHAMADO POR DEUS.


“Paulo chamado pela vontade de Deus, para ser apóstolo de Jesus Cristo...” - 1 Co 1.1


Cada líder cristão recebe sua própria chamada. Jesus chamou os doze apóstolos dentre os discípulos. Não deu satisfação acerca do motivo que o levou a escolher esses doze para serem os primeiros líderes da igreja cristã. Marcos, no capítulo 3, verso 13 de seu Evangelho, narra apenas que:


“Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles que ele quis...”


João 15.16:


“Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.”



Muitas vezes as igrejas tem errado neste ponto. Erram quando confiam a liderança nas mais diversas áreas a quem possui a liderança natural, mas não foi chamado por Deus para exercer a liderança cristã. Só como exemplo, quantos professores de EBD exercem essa função apenas porque em suas vidas seculares lecionam? Não que um professor “secular” não possa lecionar também na EBD, não é isso... mas para lecionar na EBD precisa ter sido chamado “pela vontade de Deus” para tal função de liderança!


Exemplo, podemos ver em Atos:


Atos 13.2-5 e 13:

2 Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

3 Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram.

4 Estes, pois, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

5 Chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus, e tinham a João como auxiliar.


13 Tendo Paulo e seus companheiros navegado de Pafos, chegaram a Perge, na Panfília. João, porém, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.


Atos 15.36-19

“36 Decorridos alguns dias, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar os irmãos por todas as cidades em que temos anunciado a palavra do Senhor, para ver como vão.

37 Ora, Barnabé queria que levassem também a João, chamado Marcos.

38 Mas a Paulo não parecia razoável que tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os tinha acompanhado no trabalho.

39 E houve entre eles tal desavença que se separaram um do outro, e Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.”



Há quem entenda (e me parece uma interpretação bastante coerente do texto lido), que João não havia sido escolhido pelo Espírito Santo para fazer parte daquela obra missionária. Mas, a insistência em levá-lo acabou por fazer dele o pivô do desentendimento entre Paulo e Barnabé.



Quando somos chamados por Deus, vemos buscar em Deus a compreensão dos limites do ministério.


I Co. 12.18:

“Mas, agora, Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis.”




2) UM LÍDER CRISTÃO É RECONHECIDO COMO TAL.


Qualquer liderança se caracteriza pelo reconhecimento. Se alguém não tem o reconhecimento de ninguém, ele não é líder de nada!


O Senhor Jesus Cristo nos deu exemplo de reconhecimento quando Ele próprio, teve sua liderança testemunhada (reconhecida) pelo Pai:


Quando do seu Batismo: (Mt. 3.16-17)

“Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”


Quando da Transfiguração: (Mt. 17.5)

“Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.”



Foi reconhecido por João Batista:


João 1.29-34

“29 Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”

30 este é aquele de quem eu disse: Depois de mim vem um varão que passou adiante de mim, porque antes de mim ele já existia.

31 Eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, é que vim batizando em água.

32 E João deu testemunho, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele.

33 Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no Espírito Santo.

34 Eu mesmo vi e já vos dei testemunho de que este é o Filho de Deus.”



Foi reconhecido pelos apóstolos:


“Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mt. 16.15-16)


Foi reconhecido como líder pelas pessoas que o ouviam. Vejamos o exemplo da mulher adúltera:


Em João 8, uma mulher é levada até Jesus, pelo Fariseus, que a acusavam de adultério. Jesus emitiu sua posição sobre a situação: “Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra.” (verso 7). Todos os presentes, reconhecendo a liderança exercida por Jesus, saíram do local.



Evidente que o reconhecimento da liderança dos servos de Cristo jamais se equiparou ou se equiparará ao do Mestre. Mas permanece o princípio de que a liderança precisa ser reconhecida.


E hoje, quem é legitimada a reconhecer a liderança cristã é a igreja.

"impondo sobre eles as mãos" (At 13.2). Impor as mãos implica em reconhecimento de liderança cristã.


O líder cristão não assume liderança por conta própria. Ele espera, no momento certo, ser reconhecido pela igreja como um líder.


Muitos equívocos poderiam ter sido evitados, caso as pessoas esperassem o reconhecimento da igreja, ao invés de se auto-investirem em função de liderança. De igual forma, os que seguem os líderes “auto proclamados” geralmente contribuem para a formação de uma anomalia.


Exemplo: em 1870 um homem formou uma classe bíblica e pouco depois auto-proclamou-se “pastor”. Não fora reconhecido por nenhuma igreja (exceto pelos alunos de sua classe). Morreu em 1916, deixou livros, num total de mais de 50.000 páginas. Seu nome era Charles Russel e sua organização posteriormente ficou conhecida como “Testemunhas de Jeová”, que afasta muitas pessoas do caminho da salvação.


No exemplo referido é possível ver que exercício de um talento natural de liderança, sem reconhecimento como liderança cristã, pode trazer enormes prejuízos à Obra de Deus.



3) UM LÍDER CRISTÃO TRABALHA EM EQUIPE.


Trabalhar em equipe é ter uma visão geral do Reino.


Ou seja, não fui eu que comecei a obra. Não sou eu que vou terminá-la. Eu sou apenas uma engrenagem a mais que coopera para o funcionamento do todo. Uma engrenagem só tem valor se estiver em contato com outra engrenagem.



I Co. 3.4-9

“4 Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não sois apenas homens?

5 Pois, que é Apolo, e que é Paulo, senão ministros pelos quais crestes, e isso conforme o que o Senhor concedeu a cada um?

6 Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.

7 De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.

8 Ora, uma só coisa é o que planta e o que rega; e cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho.

9 Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.”



O líder não pode perder a visão de que ele é cooperador.


Retornando ao texto de Atos 13.2-5.

2 Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.



Trabalhar em equipe é reconhecer o valor dos cooperadores.

Exemplo: Romanos capítulo 16. (Paulo cita vários nomes de pessoas que cooperam com a sua liderança).




Trabalhar em equipe é dividir tarefas.


Jesus pregava por onde passava, mas dividiu essa função com outros setenta (Lucas 10.1).



No Antigo Testamento já havia exemplos eloqüentes da importância de se dividir as atribuições. Vejamos o caso de Moisés, que orientado por seu sogro Jetro, escolheu pessoas para auxiliá-lo na tarefa de julgar as causas do povo (Ex. 18.13-22).



Também em Exôdo 17.11-13 há um forte exemplo da necessidade de divisão de tarefas:


“11 E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque.

12 As mãos de Moisés, porém, ficaram cansadas; por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, e ele sentou-se nela; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até o pôr do sol.

13 Assim Josué prostrou a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.”



Outro exemplo bastante conhecido é o dos pássaros, que voam em formação “V”. Essa formação ajuda os pássaros a economizar energia, diminuindo a resistência do ar. Só que o pássaro que está a frente (no vértice do V), não suporta ficar muito tempo lá, e há constante revezamento.



Dividir tarefas envolve confiança, planejamento e humildade.

Isto é, na divisão de tarefas, o líder cristão confia nos seus liderados; age conforme prévio e comum planejamento; e é humilde para reconhecer que de fato precisa da cooperação dos liderados (ou seja, ele não está apenas ajudando o liderado a encontrar espaço para servir, ele realmente necessita dessa ajuda).




Trabalhar em equipe é também submeter-se à liderança


O líder cristão também sabe ser liderado. Sabe ser submisso.


Em João 13, Jesus lavava os pés dos discípulos (ensinando serviço, submissão, humildade). Pedro não estava compreendendo e disse “Nunca me lavarás os pés” (v. 8) E logo depois Jesus ensina:

“14 Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. 15 Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.”


Há líderes que, presos à vaidade, não se submetem a liderança de outros líderes aos quais deveriam estar sujeitos (exemplo: quantas ovelhas que, por exercerem alguma liderança na igreja, se acham boas demais para se submeterem à liderança pastoral?)




4) UM LÍDER CRISTÃO LIDERA COM AUTORIDADE.


Lidera com autoridade, porque não se preocupa com o seu “poder”, mas se utiliza do PODER DE DEUS.


Atos 1.8

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.”


O crente precisa ter intimidade com Deus. E é através da oração que o crente se aproxima mais de Deus. Através da oração é que crente é dotado por Deus do Poder que ele necessita para liderar com autoridade.


Um dos maiores líderes cristãos da história recente, o presidente norte-americano Abraham Lincoln (entre os anos 1861-1865), disse certa vez:


“Tenho sido impulsionado a me ajoelhar, muitas vezes, pela convicção esmagadora de que não tinha mais outro caminho a seguir”


O líder cristão não vê a oração como uma possibilidade, mas como parte essencial ao exercício da liderança.


O líder cristão não vê o Poder de Deus como forma de “impulsionar” ou, no termo da moda, “alavancar”, a sua liderança, mas como único meio de se obter êxito na Obra do Senhor, que é espiritual.


Quem lidera pelo poder de Deus, exerce autoridade sem se tornar autoritário.


Vale lembrar que o Senhor Jesus jamais obrigou quem quer que seja a aceitar sua liderança. Essa é a atitude natural daquele que lidera alicerçado no Poder de Deus.



Lidera com autoridade, porque não aparenta ser o que não é.


Jesus freqüentemente criticava a liderança religiosa da época, porque eles procuravam aparentar uma piedade que não tinham. Procuravam aparentar uma vida que não levavam.


Mas o que é muito pior do que isso: eles jogavam sobre as costas do povo um fardo que eles próprios não podiam carregar.


O líder cristão só poderá agir com a autoridade necessária, quando estiver respaldado pela sua própria vida.


O teólogo Santo Agostinho afirmou: “Você pode pregar um melhor sermão com a sua vida que com seus lábios”.


Podemos parafraseá-lo dizendo: você pode lecionar melhor na EBD com sua vida do que com sua didática; você pode dirigir melhor o louvor com a sua vida do que com a sua afinação; você pode melhor recepcionar os irmãos e visitantes com a sua vida do que com a sua simpatia.


Enfim, em se tratando de liderança cristã não tem aplicação aquela máxima que diz “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.


Lidera com autoridade, porque tem como objetivo cumprir tarefa designada por Deus e que só a Ele visa agradar.


Jesus não deixava de exercer sua liderança com medo dos homens. Ele agia com a Autoridade, porque estava interessado em cumprir os propósitos divinos e agradar a Deus:


João 5.41:

“Eu não recebo glória da parte dos homens;”


Michael Youssef, autor do livro “O Estilo de Liderança de Jesus”, afirma que Jesus em certas ocasiões agia de forma absolutamente contrária ao que se ensina hoje em cursos de marketing. Ele narra que nesses cursos, “a primeira coisa que o vendedor tem que fazer é ser agradável com o comprador em perspectiva; é instruído a usar de lisonja ou adulação, a procurar algum ponto positivo ou de interesse do outro, e tecer comentários favoráveis em torno dele. Aprende também a mostrar cordialidade e abertura. E, acima de tudo, deve manter sempre um sorriso.” (p. 41).


Só que, perante Nicodemos, Jesus não agiu assim.

(João 3.1 na NVI: “Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus”). Leia João 3 e perceba:


a) Jesus não bajulou Nicodemos, em razão de sua posição; (quantos líderes de nossos dias fazem acepção de pessoas, não só para discriminar os mais simples, como também para dar destaque aos mais favorecidos?).


b) Jesus não pretendeu fazer de Nicodemos um “trunfo” de sua liderança (“eu tenho sob minha liderança alguém poderoso”).


c) Jesus não temeu ou se intimidou diante de Nicodemos... foi enfático: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (v. 3).



O Apóstolo Paulo também nos fala sobre o agir para agradar a Deus:


Colossenses 3:

“23 E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens,

24 sabendo que do Senhor recebereis como recompensa a herança; servi a Cristo, o Senhor.”


Em outra ocasião, Paulo estava em uma situação pouco cômoda. Ele tinha a consciência de que o seu ensino não estava agradando aos outros apóstolos. Poderia ter agido conforme o que seria “politicamente correto”, adequando-se aos equívocos dos judaizantes. Mas ele agiu diferente. Agiu com autoridade, porque entendia que o seu objetivo deveria ser agradar a Deus e não aos homens.


Gálatas 1.10:

“Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.”




Lidera com autoridade, porque tem na Bíblia o seu manual de liderança


Romanos 1.16:

“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.”


A recomendação Bíblica é que o líder deve ter estar firmado nas Escrituras. Paulo escrevendo sua 1ª Carta a Timóteo, no capítulo 4, versos 12 e 13, diz:


“12 Ninguém despreze a tua mocidade, mas sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.

13 até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino.”


A Bíblia é, para o líder cristão, o delimitador de sua atuação. É o que vai conferir os parâmetros de sua liderança. É a bússola que lhe mostrará o caminho a seguir na sua liderança.


“É impossível governar o mundo retamente sem Deus e a Bíblia”

(George Washington – 1º Presidente dos EUA (de 1789-1797) viveu de 1732 a 1799).


Quando o líder se afasta dos parâmetros bíblicos, ainda que cheio de boas intenções a sua liderança se torna um desastre.



5) UM LÍDER CRISTÃO PREPARA NOVOS LÍDERES.


O bom líder é aquele que procura preparar seus liderados para exercerem todas as suas funções. Não se trata de fazerem “um bom trabalho”. É com relação à substituição mesmo.


Alguns dizem que nós batistas enfrentamos hoje uma crise de liderança em nível denominacional. Há pouca renovação de liderança. E o problema se dá porque não há preparo adequado de novos líderes.


Há pouco nós falamos sobre o compartilhar tarefas. Porém, essa providência (que é essencial) só surte efeitos imediatos. É necessário um esforço específico no preparo de nova liderança.


O Senhor Jesus, nós sabemos, escolheu doze algumas não apenas para compartilhar o trabalho momentâneo, mas também para prepará-los para dar continuidade à Obra. Mais que isso, prometeu que esses novos líderes fariam coisas “maiores” do que as que Ele próprio fez:


João 14.12: “Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai;”


O bom líder sabe que não ficará para sempre à frente. E sua liderança não terá sido completa se, ao sair, não tiver preparado outros para o exercício do trabalho.


Moisés preparou Josué; Eli preparou Samuel; Elias preparou Eliseu; Jesus preparou os apóstolos; Paulo preparou Timóteo.


O líder precisa dar responsabilidades crescentes aos liderados. Ir acompanhando o desenvolvimento de cada um, reconhecendo o seu amadurecimento.


A grande alegria de um líder é ver que um liderado que ele ajudou a preparar foi chamado por Deus para ser um novo líder, realimentando todo o processo.