Em Cabo Frio, há um fraco movimento cuja ênfase é “Odeio o Cabofolia”. Pensei tratar-se de proposta interessante, mas, ao inteirar-me, percebi que a reação se dava em função da festa acontecer no período de janeiro, considerado alta temporada. O idealizador assume que se o Cabofolia fosse em outra época ele apoiaria. Na verdade, ele e seus adeptos não odeiam o Cabofolia, apenas questionam a data em que é realizado.
Para ser sincero, nós também não odiamos o Cabofolia nem o carnaval. Não se odeia um evento, odeiam-se pessoas. E cristão não desenvolve ódio por pessoas. Nós reprovamos eventos desse tipo que estimulam o consumo de álcool, a sedução, a exposição de baixo nível do corpo da mulher, o uso de drogas. E lamentamos que autoridades sabedoras de alguns descalabros não tomem atitudes quando adolescentes ficam expostos ao ridículo com o consumo dessas drogas. Sem esquecer-se da responsabilidade dos pais que perderam o controle de vidas tão preciosas.
Para nós, da Igreja do Braga, o Cabofolia e o carnaval foram uma bênção. Os dois eventos foram alcançados com intervenções evangelísticas de nossos membros. Foi uma bênção pelo fato de termos ouvido um casal de jovens dizer: “Foi a última gandaia de minha vida!”. Ouvir de outro que estava afastado, mas que voltaria para os caminhos do Senhor. Perceber a alegria de uma mulher ao receber um copo d’água e desejar pagar por ele. Ao ouvir que era grátis, ela insiste: “Sim, eu sei, mas eu quero ajudar a Igreja a fazer esse trabalho, é uma coisa linda!”. Ver adolescentes e jovens nossos desenvolvendo visão missionária. Foram tantos os testemunhos que não dá para enumerar.
Queridos, o que destacamos é o fato de não ser produtivo criticar um e outro evento sem fazer algo para mudar o quadro. Bom seria se não existissem Cabofolia e carnaval. Menos jovens e adolescentes seriam machucados em sua vida moral, emocional e espiritual. Mas se existem, vamos fazer algo para livrar alguns que estão no caminho da morte. Veja o que diz Provérbios 24.11-12: “Livra os que estão sendo levados para a morte, detém os que vão tropeçando para a matança; se disseres: não sabemos de nada; por acaso aquele que sonda os corações não percebe? E aquele que guarda a sua vida não sabe? Não retribuirá a cada um conforme seus atos?”.
Louvamos a Deus pela vida de todos os que, capitaneados pelo irmão Alexandre, foram instrumentos para semear a palavra de Deus nesses dois eventos. Só a eternidade mostrará os frutos de nossa semeadura.| < Anterior | Próximo > |
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