Semana passada a igreja esteve presente no Cabofolia evangelizando jovens e adolescentes que saíam de lá no início da manhã. Para os que foram foi um momento agradável, onde recebemos de Deus a recompensa por estarmos disponíveis pra Ele. Mas pra nossa surpresa e vergonha, muitos daqueles que receberam o copo d’água e o folheto eram desviados, filhos de crentes. A culpa é nossa? Culpa da igreja? Em parte, sim!
A igreja tem sua cota de responsabilidade sobre as crianças, adolescentes e jovens, mas veja bem o que diz a Bíblia: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22.6). Na ocasião em que foi escrito, a tradição dizia que cabia a família, mais precisamente ao pai, a responsabilidade de ensinar a criança o caminho correto, o caminho do Senhor. O que deve nos levar a uma simples reflexão: como temos instruído os nosso filhos no caminho em que devem andar?
“Os filhos são herança do Senhor” e devem ser tratados como tal. Se papai e mamãe não gostam de ler a Bíblia, as crianças não gostarão de ler também; se papai e mamãe não oram, as crianças não aprenderão a entregar tudo a Deus em oração; se papai e mamãe não se dispõem para o serviço cristão, as crianças nunca verão a igreja como um lugar agradável.
Na verdade, o que tem acontecido é que nós estamos vivendo num tempo onde o consumismo está em voga. Papais e mamães estão trabalhando, ás vezes até em jornadas duplas de trabalho. Tudo para garantir um futuro melhor para as crianças. No entanto, mais importante do que dinheiro para o sustento é o amor demonstrado no acompanhamento diário, no interesse pelas coisas dos filhos, nas conversas sobre temas pertinentes e, é claro, a amizade no relacionamento entre pais e filhos. Mas papai e mamãe estão trabalhando demais, naõ teem tempo para “gastar” com os filhos!
A solução encontrada pelos pais nesta situação foi o sim: Papai, compra um video game pra mim? Claro, meu filho! Quanto custa? Mamãe, deixa eu ir no Cabofolia? Claro, minha filha! Mas cuidado com o comportamento, heim!?
Seria cômico, se não fosse trágico! O resultado desta postura foi o que vimos lá: garotas e rapazes, menores, totalmente alcoolizados, alguns tendo que ser carregados pelos companheiros. Lamentável!
Existe um ditado que diz que “é melhor previnir do que remediar”. É verdade! Melhor é ensinarmos as crianças o caminho em que devem andar, para, quando tiverem a oportunidade de saírem dele, digam não.
Pr. Vinicius Moreno
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