Qualquer momento é um bom momento para revisarmos nossas posições em relação ao próximo e também todo nosso projeto de vida. Logo chegaremos a outro fim de ano. O ano é novo, mas será que a sua vida ainda é velha?
Muitos de nós, mesmo sendo convertidos, costumamos dizer: “Sou assim mesmo”; ou “esse é o meu jeitão”; ou ainda “meu temperamento é este, doa a quem doer”. Quantos de nós dizemos que estamos salvos, que temos nova vida, mas na hora do “vamos ver”, deixamos o velho homem ainda falar mais alto e comandar a situação? Estamos salvos, já temos a “apólice de seguro” contra o incêndio do inferno, mas já passamos por um processo de transformação de nosso caráter, de nosso temperamento, de nossa mente? Somos ovelhas, mas tratamos os outros como cabritos?
Muitas vezes também até usamos requintes de sofisticação semântica: “Olha, eu estou falando isso para você em amor”, mas a maneira de falar e de agir é recheada por uma atitude implacável, inconveniente e tingida pela carnalidade. O ano é novo, mas nossa vida será velha se continuarmos a agir mobilizados pela nossa natureza instintiva e impulsiva, se insistirmos em nutrir rancor contra as pessoas, inveja e ciúmes, espírito briguento e não confiável. Pela acidez expressa em suas atitudes e palavras, há pessoas que parecem logo cedo tomar um coquetel de vinagre, limão, jurubeba, jiló, boldo, pimenta malagueta e tudo o que for amargo e ruim.
Em qualquer momento, e não apenas na empolgação das resoluções de ano novo, é um bom momento para revisarmos não apenas nossas posições em relação ao próximo, mas também todo nosso projeto de vida. Para onde estamos caminhando? Que herança e marcas vamos deixar gravadas em nossa história de vida? As pessoas se sentem atraídas por nosso jeito de ser ou repelidas querendo ficar longe de nosso relacionamento? Ou os outros tomam cuidado por ver em você ares de conspiração e de segundas intenções?
Quase todo o Novo Testamento fala de relacionamentos saudáveis e de uma vida que deve ser significativa e servir de modelo. Até a nossa palavra deve ser temperada e agradável – conforme Colossenses 4.6 e Provérbios 21.23, por exemplo, pois é nossa ferramenta de contato com o próximo. Com ela podemos construir ou destruir vidas.
Meu amigo leitor, vá diante do espelho e faça uma revisão de seu projeto de vida. Aja de maneira que, quando mais um dezembro chegar, nos últimos momentos deste ano, você olhe para trás e veja tudo quanto de belo construiu por meio da graça de Cristo e de uma vida transformada que terá servido de modelo para muita gente sem luz e sem referencial.
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